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A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS PARA DESENVOLVER A APRENDIZAGEM, SEGUNDO OS PROFESSORES DO 1º E 2º CICLO DA ESCOLA ESTADUAL TANCREDO DE ALMEIDA NEVES – CARLINDA-MT, 2011

Rozane Aparecida Fernandes
Olímpia Terezinha da Silva Henicka
Sidney da Silva Chaves
Anelise Dasenbrock Polachini

RESUMO

O objetivo deste trabalho é mostrar a importância dos jogos e brincadeiras no processo de aprendizagem das crianças; pois muitos estudiosos já comprovaram que com as técnicas dos jogos e brincadeiras é possível desenvolver vários processos como: o cognitivo, o motor, e o afetivo, pois ao brincar a criança se socializa e interage com os colegas de uma forma prazerosa. A aprendizagem do aluno é a preocupação fundamental da escola, ela pode e deve se empenhar e interagir no sentido de trazer e oportunizar os jogos e as brincadeiras pedagógicas, incentivando um aprendizado mais significativo, desenvolvendo habilidades primordiais ao desenvolvimento desse aluno. Este trabalho foi realizado na Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves, que já adotou essas metodologias como forma de aprendizado para seus alunos, sendo distribuídos 10 (dez) questionários contendo vinte perguntas, em que doze são abertas e oito fechadas, no intuito de identificar a visão desses professores sobre o assunto, e se realmente estavam utilizando-as em sala de aula como recurso pedagógico. Com a coleta destes dados, pode-se observar que a maioria desses professores estão usando sim como metodologia de ensino os jogos e as brincadeiras, não só para o estímulo corporal e afetivo, mas também como estímulo e auxílio no ensino-aprendizagem dos alunos, pois conhecem a real importância da sua utilização e de sua aplicação, trazendo assim resultados significativos e satisfatórios.

Palavras-chave: Jogos e brincadeiras. Processo de aprendizagem. Lúdico.

1 INTRODUÇÃO

Esta pesquisa tem como objetivo analisar se os professores estão trabalhando com os jogos e brincadeiras nas séries iniciais na Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves, no municipio de Carlinda-MT.
Ao relizar este trabalho, constata-se a necessidade do desenvolvimento de brincadeiras e jogos pedagógicos na formação das crianças. Os professores usam os jogos e brincadeiras como metododologia para que as crianças possam aprender, uma vez que as brincadeiras são de suma importância para seu aprendizado, favorecendo na formação da personalidade e tornando-as sujeitos participativos. Dessa maneira, entende-se que esse processo é fundamental no crescimento das crianças, pois é no ato da brincadeira que elas expressam suas nescessidades de aprendizagem. As crianças quando brincam colocam em prática tudo aquilo que vivenciam na sua realidade, criando e recriando tudo aquilo que carregam consigo.
Com a coleta e discussão dos dados, observou-se que os professores têm conhecimento da importância das práticas com jogos e brincadeiras, mas, lembrando que a brincadeira é um recurso pedagógico fundamental para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno, os professores devem buscar ampliar suas metodologias pedagógicas para suprirem esta necessidade lúdica. A maneira mais eficaz é estar buscando fundamentação teórica para sua prática de ensino, trazendo atividades significativas que desenvolvam as capacidades e habilidades das crianças.
Enfim, a brincadeira é importante para incentivar não só a imaginação e o afeto nas crianças durante o seu desenvolvimento, mas também para auxiliar no desenvolvimento de competências cognitivas e sociais.
Partindo deste contexto, a questão problema investigada foi: Qual a importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento da aprendizagem nos ciclos iniciais? Para a resposta da indagação formularam-se as seguintes hipóteses:
a)  a brincadeira é um instrumento indispensável na aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, através dos jogos e brincadeiras pedagógicas os educandos aprendem a se relacionar de forma mais prazerosa, sabendo assim lidar com os obstáculos impostos pela nossa sociedade;
b)  a explicação da regra do jogo é de suma importancia, pois o professor não vê o jogo como uma forma de aprendizagem, mas sim como um passa tempo;
c) as atividades lúdicas ajudam a solucionar dificuldades de aprendizagem na aquisição da linguagem e no desenvolvimento do raciocínio lógico, desde que sejam bem elaboradas.

 

2 EMBASAMENTO TEÓRICO

Esta pesquisa está embasada na autora Kishimoto (1993). A grande preocupação é resgatar os jogos e brincadeiras. Entretanto, quando se analisa a origem de alguns jogos e brincadeiras verifica-se que eles ultrapassam fronteiras, que vêm de decadas atrás, como por exemplo a pipa que já era divulgada pelos portugueses; procura demonstrar, também, que a descrição de tais brincadeiras carrega sempre uma imagem de criança contextualizada em seu tempo por meio de representações sociais, vinculadas por protagonistas da época. Assim, a preocupação maior é mostrar o quanto é importante os jogos e brincadeiras na formação da criança, assumindo a identidade cultural de cada povo. Por isso, o presente estudo pode contribuir para uma reflexão daqueles acerca do lúdico como metodologia de ensino.
As escolas, de início, devem trazer no seu currículo as brincadeiras tradicionais, como: amarelinha, esconde-esconde, passar o anel e também as brincadeiras de roda; pois com a chegada dos brinquedos eletrônicos, as brincadeiras tradicionais ficaram de lado. Para Kishimoto (1996, p. 31):
A brincadeira desde o nascimento se constitui como um elemento que transmite ações sensório-motoras, responsável pela estruturação dos primeiros conhecimentos constituídos a partir do saber-fazer. O recém-nascido aprende a brincar de se movimentar, de sorrir, de olhar, de falar existindo inicialmente o uso livre desses atos, mas que gradativamente a criança é submetida a um projeto intencional do meio em que esta inserida. Circunstancialmente o sujeito com o qual a criança se relaciona, irá estabelecendo pré-conceitos, hábitos e até mesmos interesses pessoais
Kishimoto (1996) comenta que o brinquedo educativo é utilizado nas escolas desde o renascimento. Afirma, ainda, que desde recém-nascida a criança brinca de se movimentar, sorrir, olhar e falar. Na opinião de Kishimoto (1996, p. 28):
O jogo serviu para divulgar principios de moral, ética e conteúdos de história, geografia e outros a partir do Renascimento, o periodo de compulsão lúdica. O Renascimento vê a brincadeira como uma conduta livre que favorece o desenvolvimento da inteligência e facilita o estudo. Ao atender às necessidades infantis, o jogo infantil torna-se forma adquada para a aprendizagem dos conteúdos escolares. Assim, se contrapor aos processos verbais de ensino, à palmatória vigente, o pedagogo deveria dar forma lúdica ao conteúdo.
Kishimoto (1996) também diz que no renascimento os jogos serviam para propor princípios morais, éticos e conteúdos de algumas disciplinas. Eram vistos como um instrumento para facilitar o desenvolvimento e o estudo, descobrindo assim, uma maneira de se usar o lúdico como metodologia de ensino, ajudando no entendimento de conteúdos. Como também pode-se ver em Brasil (1998, p.44):
Todas as culturas estão em constante processo de reelaboração, introduzindo novos símbolos, atualizando valores, o grupo social transforma e reformula constantemente esses códigos, adaptando seu acervo tradicional às novas condições historicamente construídas pela sociedade.
Assim, cabe aos professores trabalhar os jogos e brincadeiras de maneira maleável, em que a criança possa reelaborar e reinventar as formas de brincar, colhendo bons frutos, mas isso depende das possibilidades que estão à sua volta.
Os jogos e as brincadeiras são tão importantes na vida de uma criança que merecem atenção dos pais e educadores, pois é a forma pura se expressar, e um direito de toda criança. Através do lúdico, ela forma conceitos, idéias, desenvolve habilidades, e o mais importante, se socializa.A convivência de forma lúdica e prazerosa com a aprendizagem proporciona à criança estabelecer relações cognitivas com as experiências vivenciadas, bem como relacioná-las às demais produções culturais e simbólicas conforme procedimentos metodológicos compatíveis a essa prática.
Para Kishimoto (1996), nas brincadeiras, a criança transforma os conhecimentos que possui em conceitos gerais com os quais brinca. Seus conhecimentos derivam da imitação ou de algo que conhecem, seja ela uma experiência vivida no âmbito familiar, ou em outros lugares de seu cotidiano. É no ato de brincar que a criança estabelece os diferentes vínculos entre as características do papel assumido, suas competências e as relações que possui com outros papéis, tomando consciência disto.
Pela chance de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por ela mesma, a criança pode processar seus pensamentos para a solução de problemas que são importantes e significativas para ela. Proporcionando a brincadeira à criança, ela podem saborear o conhecimento de mundo e se socializar.
Vygotsky (1998, p. 168) comenta que é no brinquedo que a criança adquire experiências para discernir futuramente o real do seu imaginário, “as maiores aquisições de uma criança são conseguidas no brinquedo, aquisições que no futuro tornar-se-ão seu nível básico de ação real e moralidade”. O brincar se apresenta por meio de experiências, podendo ser agrupadas em três modalidades básicas: brincar de faz-de-conta (considerada como atividade fundamental, da qual se originam todas as outras), brincar com materiais de construção e brincar com regras.
A intervenção proposital por parte dos professores deve ser fundamentada na observação das brincadeiras, proporcionando materiais adequados, assim como um espaço organizado, permitindo a melhora das competências imaginativas e criativas. Cabe ao professor organizar situações para que as brincadeiras ocorram de maneira diversificada para propiciar à criança a possibilidade de escolher a maneira de brincar. Segundo Freire (1997, p. 13):
Existe um rico e vasto mundo de cultura infantil repleto de movimentos, de jogos, de fantasia, quase sempre ignorado pelas instituições de ensino. Pelo menos até a 4ª série do 1º grau, a escola conta com alunos cuja maior especialidade é brincar. É uma pena que esse enorme conhecimento não seja aproveitado como conteúdo escolar[...] Uma coisa é certa: negar a cultura infantil é, no minimo, mais uma das cegueiras do sistema escolar.
Freire (1997) comenta que ainda há escolas que não utilizam o lúdico como metodologia de ensino, negando a cultura infantil, ignorando esses momentos de brincadeiras que poderiam ser direcionados pelo objetivo do educador, mas encontra-se ainda criança que apenas brinca.
Os jogos e brincadeiras no processo de ensino-aprendizagem podem ser de grande valia para o desenvolvimento do aluno, sobre o qual nos fala Kishimoto (1994, p. 13):
O jogo como promotor da aprendizagem e do desenvolvimento, passa a ser considerado nas práticas escolares como importante aliado para o ensino, já que colocar o aluno diante de situações lúdicas como jogo pode ser uma boa estratégia para aproximá-lo dos conteúdos culturais a serem veiculados na escola.
Com isso, percebe-se a necessidade de o professor buscá-los nos diferentes momentos de seu planejamento; não esquecendo que existe divisão, confrontos, negociações e trocas, promovendo, assim, conquistas cognitivas, emocionais e sociais. Freire (2006, p. 37) dispõe que:
Viajando pela fantasia, a criança vai longe. Conhece coisas que nós, adultos, já vivemos e esquecemos, e muitas vezes vão além de quase todos os adultos. No entanto, há pessoas mais velhas que enveredam pela ficção, e são capazes de trazer de lá conhecimentos que revolucionam o mundo. É uma pena que os homens quase sempre esqueçam suas fantasias e sonhos!
É um prejuízo que esse grande conhecimento não seja aproveitado como conteúdo escolar; pois pode-se ver que nem na disciplina de educação Física, em que o professor deveria ser conhecedor de atividades lúdicas e de cultura infantil, não se leva isso em conta, pois poderia utilizar-se dos jogos e brincadeiras como uma importante ferramenta pedagógica na área da educação.
Com os jogos e brincadeiras, é possivel trabalhar todas as disciplinas, voltando-as ao lúdico; dessa forma, a criança brinca e aprende ao mesmo tempo, não ficando presa a conteúdos de sala de aula; pois, a partir do momento em que ela entra em sala, vê-se obrigada a realizar todas as tarefas. Nas situações de jogos e brincadeiras, o professor deve ser sempre mediador, orientando a criança a descobrir possibilidades para resolver problemas oferecidas pelo jogo.
Na visão de Lima (2007, p. 7): “A brincadeira infantil é uma forma de perpetuar para a espécie as atividades necessárias ao desenvolvimento da infância”. O autor dispõe que a brincadeira de criança, como o faz-de-conta e as de fantasias, é uma forma de fortificar as atividades necessárias para o desenvolvimento infantil.
Para Kishimoto (1996), a exploração dos conhecimentos é potencializada através dos jogos, mas o trabalho pedagógico precisa de mais estímulos e influências, mesmo assim, o lúdico conquistou um espaço concreto na educação infantil.
De acordo com o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, BRASIL (1998, p. 19), as atividades de caráter lúdico, ao permitir uma certa mobilidade à criança, podem ser eficaz também do ponto de vista da ordem, sem, contudo, limitarem as possibilidades de expressão da criança ou tolherem suas iniciativas próprias.
Um grupo diciplinado não é aquele em que todos se mantêm quietos e calados, mas sim um grupo em que vários elementos se encontram envolvidos e mobilizados pelas atividades propostas. Os deslocamentos as conversas e as brincadeiras resultantes desse envolvimento não podem ser entendidos como dispersão ou desordem, mas sim como uma manifestação natural da criança..
Brasil (1998) coloca que uma sala não pode ser tão organizada, pois dessa forma a criançainterage melhor, se ela estiver calada não vai interagir.
O brincar é uma das atividades indispensáveis no desenvolvimento da identidade e da autonomia da criança. Quando está brincando, ela desenvolve importantes situações, como se passar pelos pais, usando a imaginação, e a imitação, e aprende também a se socializar com o meio em que vive. Ela recria personagens, pois nesse momento é que entra no mundo da fantasia, pois ela age a partir de situações que vivencia no dia a dia. Conforme Brougere (1998, p. 105):
A criança não brinca numa ilha deserta. Ela brinca com as substâncias materiais e imateriais que lhe são propostas. Ela brinca com o que tem a mão e com o que tem na cabeça. Os brinquedos orientam a brincadeira, trazem-lhe matéria. Algumas pessoas são tentadas a dizer que eles a condicionam, mas, então toda a brincadeira está condicionada pelo meio ambiente. Só se pode brincar com o que se tem, e a criatividade, tal como a evocamos, permite justamente ultrapassar esse ambiente, sempre particular e limitado. O educador pode, portanto construir um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Não se tem certeza de que a criança vá agir com esse material como desejaríamos, mas aumentamos assim as chances de que ela o faça[...]
Brougere (1998) comenta que a criança brinca com materiais que lhes são propostos, com o que tem em mãos, com o que tem à sua volta; mas todas as brincadeiras estão condicionadas ao ambiente em que estão inseridas; assim, essa criança usa sua criatividade, ultrapassando a realidade e transformando-a em fantasia, transformando o ambiente no que está em sua imaginação; podendo assim o professor induzir a brincadeira através do ambiente para se alcançar o objetivo desejado com a atividade proposta. Vygotski (1989, p. 147) opina:
O processo de educação escolar é qualitativamente diferente do processo de educação no sentido mais amplo. Na escola a criança está diante de uma tarefa particular: entender as bases dos estudos científicos, ou seja o sistema de concepções científicas.
Para Vygotsky (1989), a criança, quando brinca, coloca-se no lugar do adulto no ato da brincadeira, deixa de ser criança, e age como se fosse um adulto, com essa mudança ela ensaia seus futuros papéis e valores.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Área de estudo

O estudo limitou-se à esfera da Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves,no ano de 2012, situada na cidade de Carlinda-MT, localizada no extremo Norte do Mato Grosso com uma população, segundo IBGE (2011), de 10.990 habitantes, com economia concentrada nas atividades de agropecuária.

3.2 Metodologia

Para o levantamento de informações, considerou-se como universo os Professores do 1º e 2º ciclos da Escola Estadual Tancredo de Almeida Neves. A técnica para obtenção de informações foi o método hipotético-dedutivo, no qual foram levantadas hipóteses e confeccionados questionários contendo perguntas abertas e fechadas.

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Este trabalho foi desenvolvido com a finalidade deidentificar se os professores estão utilizando os jogos e brincadeiras para o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos.
O papel da brincadeira na aprendizagem como um instrumento pedagógico importante no desenvolvimento cognitivo do aluno, e facilitador na assimilação de conhecimentos, necessita que o professor busque sempre ampliar conhecimentos sobre o lúdico, e utilize com mais frequência técnicas que envolvam brincadeiras, proporcionando o desenvolvimento integral dos mesmos.
É importante também que o professor tenha em mente o jogo utilizado como recurso pedagógico. Deve ter um enfoque voltado para motivar novas aprendizagens, só assim o aluno se diverte e ao mesmo tempo adquire novas capacidades ou pelo menos desenvolva as que já possui.
A ludicidade é a manifestação da espontaneidade por meio da fala e dos gestos, expressa de forma prazerosa. Lima (2007) acredita que a brincadeira pode ser aplicada nas escolas nâo só como forma de diretrizes pedagógicas, mas também de maneira livre para ver e perceber as crianças em seu momento mais característico da infância, contribuindo assim, com o desenvolvimento em vários aspectos.
Após analisar os dados através dos questionários, verificou-se que segundo a opinião dos professores com relação às brincadeiras pedagógicas contribuirem na aprendizagem dos educandos.
Os mesmos responderam que as brincadeiras são importantes para o desenvolvimento físico das crianças, têm conhecimento da importância das mesmas para o aprendizado dos alunos; contribuindo também, no desenvolvimento intelectual, coordenação motora, raciocínio lógico, cognitivo, e estimulando-os a solucionar problemas.
Gráfico 01 - Importância da brincadeira no aspecto físico

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

 

 

 

 

Gráfico 02 – A brincadeira é importante para o aprendizado

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

 

Gráfico 03- Ajuda dos brinquedos no desenvolvimento intelectual do aluno

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

 

Gráfico 04- Importância dos jogos e brincadeiras na aprendizagem

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

Como comenta Vygotsky (1989), é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. Através do brincar, a criança distingue o real do imaginário; o brinquedo cria nela uma zona de desenvolvimento proximal, comportando-se além do habitual de sua idade.
Os jogos e as brincadeiras são de grande valor social, favorecem o desenvolvimento corporal, estimulam a vida psíquica e a inteligência. Contribuem para a adaptação ao grupo, preparando a criança para viver em sociedade.
Nas atividades lúdicas, a criança se envolve de tal maneira que coloca na ação seu sentimento e sua emoção; o jogo, além de ser um elo entre os aspectos cognitivos, motores, sociais e afetivos, engrandece muito a criatividade dessa criança, alimentando a alma; ajudando-a também, a construir conceitos e deixar de recebê-los prontos.
Quanto à utilizaçãodos jogos e brinquedos educativos nas atividades pedagógicas,os professores afirmaram que tais atividades auxiliam como complemento de conteúdos e na organização da turma.

 

Gráfico 05- Atividade pedagógica a partir de brincadeiras

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

Lima (2007, p. 10) afirma: “As aprendizagens escolares depedem não somente das atividades de ensino dos conteúdos escolares, como também das atividades que promovem o desenvolvimento infantil”.
Lima (2007) e Kishimoto (1996) dizem que as brincadeiras potencializam a criança a explorar seus conhecimentos. Na medida em que os professores trabalham em cima das brincadeiras, percebe-se que as aulas ficam mais significativas para os alunos. A importancia dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento da aprendizagem tem sido muito discutida entre alguns autores.
Mas é importante lembrar que, na hora das brincadeiras, o professor faça a escolha pelos brinquedos educativos, dessa forma a criança possuirá no brinquedo um suporte para o aprendizado.
Confirmou-se que a criança se expressa diante das atividades lúdicas em sala de aula, e como os brinquedos podem ajudar no desenvolvimento dela;pois os professores afirmaram que a maioria das crianças participa das atividades e que os brinquedos desenvolvem e estimulam-na na construção e no desenvolvimento do seu cognitivo.
Gráfico 06 – Participação nas brincadeiras


Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

O brincar é naturalmente da criança, é importante no processo psicológico, é uma fonte de desenvolvimento e aprendizagem, envolve relações de experiências; da memória e da imaginação; da realidade e da fantasia. De maneira que a criança possa transformar e criar novos significados. Sobre isso Kishimoto (1994, p. 13) se manifesta:
O jogo como promotor da aprendizagem e do desenvolvimento, passa a ser considerado nas práticas escolares como importante aliado para o ensino, já que colocar o aluno diante de situações lúdicas como jogo pode ser uma boa estratégia para aproximá-lo dos conteúdos culturais a serem veiculados na escola.
Como Kishimoto (1994) comenta, o jogo é a fonte para o aprendizado e o desenvolvimento, um importante aliado no processo pedagógico, sendo assim, uma boa estratégia para facilitar a assimilação dos conteúdos escolares.
Quantoaos benefícios que as brincadeiras trazem para a aprendizagem dos alunos, os entrevistados afirmaram que os resultados encontrados com o trabalho de jogos e brincadeiras são satisfatórios.
Brougere (1998) salienta que as crianças brincam com o que têm nas mãos e com o que têm na cabeça; os brinquedos orientam algumas brincadeiras, permitindo que as crianças utilizem a criatividade e as diversas formas de experiências.
Os brinquedos recheiam de conteúdos as brincadeiras e as relações das crianças com os adultos.

Gráfico 07- Satisfação ao utilizar brincadeiras em atividades pedagógicas

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

Observa-se também nos Parametros Curriculares Nacionais (2008, p. 4) que:
A brincadeira é uma forma privilegiada de aprendizagem. Na medida em que vão crescendo, as crianças trazem para suas brincadeiras o que vêem, escuta, observam eexperimentam. Estas ficam ainda mais interessantes quando os diversos conhecimentos a que tiveram acesso, podem ser combinado, nessas combinaçoes, muitas vezes inusitadas aos olhos dos adultos, as crianças revelam suas descobertas.
Com Brasil (2008) pode-se concluir que a brincadeira auxilia o desenvolvimento da criança de forma tão intensa e marcante, que ela leva todo o conhecimento adquirido nesta fase para o resto de sua vida.
A brincadeira é um instrumento indispensável na aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, através dos jogos e brincadeiras pedagógicos, os educandos aprendem a se relacionar de forma mais prazerosa, sabendo assim lidar com os obstáculos impostos pela sociedade; os professores ressaltam a necessidade das brincadeiras no aprendizado e o seu benefício no desenvolvimento intelectual desses alunos. Para Kishimoto (1999, p. 38):
A utilização dos jogos e brincadeiras potencializam a exploração e a construção do conhecimento, por contar com a motivação, típica do lúdico, mas o trabalho pedagógico requer a oferta de estímulos externos e a influência de parceiros, bem como, da sistematização de conceitos em outras situações.
Como comenta Kishimoto (1999), os jogos e brincadeiras potencializam o aprendizado das crianças, isso faz com que elas se aventurem, entrando no mundo de suas fantasias. As crianças quando chegam à escola, estão abertas ao aprendizado, e é nesse momento que elas desenvolvem suas potencialidades que vão carregar consigo durante a vida.
E, como mostra o Referencial Curricular Nacional (1998, p. 27) para o Ensino Fundamental:
A brincadeira é uma linguagem infantil que mantém um vínculo essencial com aquilo que é o “não brincar”. Se a brincadeira é uma ação que ocorre no plano da imaginação, isto implica que aquele que brinca tenha o domínio da linguagem simbólica. Isto quer dizer que é preciso haver consciência da diferença existente entre brincadeira e a realidade imediata que lhe forneceu conteúdo para que realizasse. Nesse sentido, para brincar é preciso apropriar-se de elementos da realidade imediata de tal forma a atribuir-lhes novos significados. Essa peculiaridade da brincadeira ocorre por meio da articulação e a imitação da realidade. Toda brincadeira é uma imitação transformada, no plano das emoções e das idéias, de uma realidade anteriormente vivenciada. [...] A brincadeira favorece a auto-estima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa. Brincar contribui, assim, para a interiorização de determinados modelos de adulto, no âmbito de grupos sociais diversos. Essas significações atribuídas ao brincar transformam-no em um espaço singular de constituição infantil.
Assim, a brincadeira é considerada um meio que favorece a autoestima das crianças, auxiliando-as a superar progressivamente suas aquisições de forma criativa, transformando os conhecimentos que já possuía em conceitos gerais com os quais brinca; ela pode acionar seus pensamentos para a resolução de problemas que lhes são importantes e significativos, pela oportunidade de vivenciar brincadeiras imaginativas e criadas por elas mesmas. Assim, propiciando a brincadeira, cria-se um espaço no qual a criança pode experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos.
A explicação da regra do jogo é de suma importância, pois o professor vê o jogo como uma forma de aprendizagem, mas não como um passa-tempo; os professores entrevistados afirmam que é muito importante essa intervenção, pois eles (professores)são mediadores no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.
Como mostram os Parâmetros Curriculares Nacionais (1998, p. 134):
Cabe ao professor assegurar engate adequado entre atividades mentais construtivas de seus alunos e significados sócio-culturais refletidos nos conteúdos escolares. O processo de atribuição de sentido aos conteúdos escolares é, portanto, individual; porém, é também cultural na medida em que os significados construídos remetem as formas e saberes socialmente estruturados.
Assim, pode-se observar que o professor deve estar sempre presente no cotidiano do aluno, não se ausentando das aulas, brincando juntamente com ela nas atividades lúdicas, podendo assim estimular suas potencialidades, e o melhor, incentivar no seu desenvolvimento, pois o real papel do educador é esse, estimular o desenvolvimento do educando.

Gráfico 08 – Importância da intervenção do professor

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

 

Enfim, o professor pode e deve intervir nas brincadeiras, desde que deixe a criança à vontade para brincar; podendo oferecer-lhe materiais, espaço e tempo adequados para que essa brincadeira aconteça; explicando as regras; propondo desafios e interagindo com os alunos, mostrando-lhes por exemplo, como brincava quando era criança.
As atividades lúdicas ajudam a solucionar dificuldades de aprendizagem, na aquisição da linguagem, no desenvolvimento do raciocínio lógico, desde que sejam bem elaboradas; e foi reafirmado pelos professores que a atividade lúdica contribui no desenvolvimento intelectual, coordenação motora, raciocínio lógico, cognitivo e estimula no solucionar de problemas; auxiliam como complemento de conteúdos e na organização da turma; pois a maioria das crianças participa das atividades e os resultados encontrados são satisfatórios.

 

Gráfico 09 – Principal benefício das brincadeiras para a aprendizagem

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

Gráfico 10- Brincadeiras para solucionar dificuldades de linguagem

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.
Gráfico 11- Prioridade no planejamento das brincadeiras

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

 

Gráfico 12- Desenvolvimento da criança durante as brincadeiras

Fonte: FERNANDES, Rozane Aparecida. Monografia, Questionários. Carlinda-MT. 2012.

 

Vygotsky (1989) comenta que é enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. Através do brincar, a criança distingue o real do imaginário; o brinquedo cria na criança uma zona de desenvolvimento proximal, comportando-se além do habitual de sua idade.
Lima (2007) e Kishimoto (1996) afirmam que as brincadeiras potencializam o desejo da criança em explorar seus conhecimentos e, à medida que os professores vão trabalhando com as brincadeiras, percebe-se que as aulas ficam mais significativas e ela envolve-se mais com o estudo.
Com os jogos e brincadeiras, é possivel trabalhar todas as disciplinas, voltadas para o lúdico; dessa forma, a criança brinca e aprende ao mesmo tempo, não ficando presa em conteúdos de sala de aula; ela forma conceitos, ideias, desenvolve habilidades e o mais importante, se socializa. A convivência de forma lúdica e prazerosa com a aprendizagem proporciona à criança estabelecer relações cognitivas com as experiências vivenciadas, bem como relacioná-las às demais produções culturais e simbólicas conforme procedimentos metodológicos compatíveis a essa prática.
Pela chance de vivenciar brincadeiras imaginativas e criada por ela mesma, a criança pode processar seus pensamentos para a solução de problemas que são importantes e significativos para ela. Proporcionando a brincadeira à criança, ela pode saborear o conhecimento de mundo e se socializar.
Com isso, percebe-se a necessidade de o professor buscar nos jogos e brincadeiras, em diferentes momentos de seu planejamento, não esquecendo que exigem divisão, confrontos, negociações e trocas, promovendo assim conquistas cognitivas, emocionais e sociais.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Estapesquisa possibilitou uma melhor compreensão da importância dos jogos e brincadeiras no desenvolvimento da aprendizagem da criança, pois as brincadeiras despertam o desenvolvimento, a criatividade e a socialização com o meio onde a criança está inserida; alguns estudos dentro desta pesquisa apontam que é a partir das brincadeiras que,na criança desperta o interesse pela aprendizagem, desta forma ela aprende de maneira prazerosa.
A aprendizagem através de atividades lúdicas permite condições para que o educador possa dar suporte para que a criança coloque em pratica tudo o que já traz consigo. Através desta pesquisa, pode-se aprofundar melhor e ter conhecimento do quanto as brincadeiras são importantes no desenvolvimento futuro das crianças.
O mais importante é saber que os professores têm conhecimento e consciência da importância desse processo no desenvolvimento da coordenação motora, raciocínio lógico, cognitivo, que estimula a criança a solucionar problemas, que só podem ser desenvolvidos nessa fase em que ela se encontra, como por exemplo, nas brincadeiras de corda, música, roda, jogos com palavras: como trava língua, cruzadinha, dominó silábico e bingo, e também, e não menos importante, o desenvolvimento cognitivo, e outros benefícios encontrados ao longo da pesquisa; pois a participação e interação da criança nas atividades propostas são muito satisfatórias; mas lembrando, que o professor precisa e deve fazer intervenções em relações às regras, no momento da explicação, na organização, pois ele é o mediador do processo do lúdico com o ensino-aprendizagem; mas priorizando em seu planejamento de aula a participação de todos os alunos, tempo e espaço, criatividade, criticidade e a socialização.
Enfim, sabe-se dos benefícios dos jogos e brincadeiras como na facilitação da aprendizagem, interação, concentração, limites, desenvolvimento cognitivo, construção da personalidade da criança, além do auxílio na assimilação dos conteúdos propostos; assim, tomando medidas facilitadoras como esta, contribui-se e muito para tornar a criança cidadã crítica e ativa perante a sociedade.

THE IMPORTANCE OF PLAY GAMES AND LEARNING TO DEVELOP BY TEACHERS OF THE 1ST AND 2 CYCLE OF STATE SCHOOL TANCREDO DE ALMEIDA NEVES, CARLINDA-MT, 2011

ABSTRACT
The objective of this paper is to show the importance of play and games in the learning process of children, where many scholars have shown that with the techniques and play games, you can develop various processes such as cognitive, motor, and affective, as the child at play, socialize and interact with colleagues in a pleasurable way. The student's learning is the paramount concern for the school, it can and should engage and interact in order to create opportunities and bring the games and educational games, encouraging a more meaningful learning, developing skills for the development of primary students. This study was conducted at the State School Tancredo de Almeida Neves who has adopted these methods as a way of learning for their students, and distributed ten questionnaire with twenty questions, where twelve of them open and eight closed in order to identify how these teachers on the subject, and if you really were using the classroom as an educational resource. With the collection of data can be observed that most of these teachers are using teaching methodology but as the games and play not only for the body and emotional stimulation, but also to encourage and aid in the teaching-learning of these students, because they know the real importance of its use and application, thereby bringing significant and satisfactory.

Keywords: Games and games. Learning process.Playful.

REFERÊNCIAS

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BROUGÉRE, Guilles. Jogo e educação. Porto Alegre: Artes médicas, 1998.

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Egressado Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta (FAF)

Docente do Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta (FAF)

Docente do Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta (FAF)

Professora Especialista em Educação Infantil.

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