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LITERATURA INFANTIL: SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO DO HÁBITO DA LEITURA

Flavia Vieira da Silva
Jorgina Xavier de Lima
Keila de Fátima Lemos
Sidney da Silva Chaves
Aparecida Garcia Pacheco Gabriel

 

RESUMO

A leitura é  essencial à existência humana, é a forma que as pessoas acham para interagir no meio social em que vivem. Mas para as pessoas não basta apenas ler, precisa-se de emoção, e podemos encontrá-la na literatura, pois  tem a capacidade de mexer com os sentimentos humanos, promover a formação de um indivíduo e torna-lo mais capaz de compreender o mundo a sua volta. Além disso a literatura, que é a escrita como arte . Silva (1986) coloca que a literatura infantil têm características capazes de enquadrá-la como sendo leitura informativa, de conhecimento e literária. O presente trabalho foi desenvolvido na Escola Estadual Dom Bosco, e teve como objetivo descobrir se a literatura infantil vem sendo usada pela professora para estimular o hábito da leitura nos seus alunos; após a análise e interpretação dos resultados obtidos na entrevista, observou-se que para a professora a Literatura Infantil ajuda a despertar o interesse da criança pela literatura, porque  é um gênero textual escrito diretamente para elas com uma linguagem simples de fácil entendimento buscando despertar o imaginário de cada uma. Concluindo-se assim que a literatura infantil pode ser um grande parceiro no processo de formação de leitores, estimulando o imaginário e a fantasia, funções estas essenciais para formar o hábito da leitura.

Palavras-chave: Literatura Infantil. Hábito. Leitura.

1 INTRODUÇÃO

Para adquirir o hábito da leitura, é necessário despertar nas crianças o gosto em praticar essa atividade. Ler é algo trabalhoso até tornar-se um prazer, é buscando despertar esse sentimento, que se recorre à literatura infantil, pois ela tem a capacidade de envolver o leitor por inteiro, apelando para suas emoções, fantasias e intelecto. Apresenta o mundo a partir de uma perspectiva lúdico-estética, tendo maior afinidade com o leitor infantil.
A literatura Infantil é, antes de tudo, literatura, ou melhor, é arte: Fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem, a vida através da palavra. Ler é uma forma de ver o mundo, mas essa leitura ultrapassa os limites da visão física para se inscrever na ótica da fantasia. Com a lente da imaginação, o leitor viaja pelo mundo da leitura com direito à leitura de mundo, papel que a literatura infantil desempenha com maestria. Neste sentido, quanto mais cedo a criança tiver contato com os livros e perceber o prazer que a leitura produz, maior será a probabilidade dessa criança  tornar-se um adulto leitor.
Partindo do pressuposto de que o hábito da leitura é um processo constante, que se inicia na infância e continua pela vida afora, pretende-se destacar através da análise da entrevista com a professora, a contribuição da Literatura Infantil para a conquista do hábito da leitura nos alunos da Educação Infantil da Escola Estadual Dom Bosco de Alta Floresta-MT.
A maior parte das crianças que frequentam a escola, interage com textos escritos de forma mecânica e artificial, apenas lendo por ler, sem se envolver nas histórias. Para muitas delas o primeiro contato efetivo com um texto escrito se dá através do livro didático.
A Literatura Infantil influi em todos os aspectos da educação da criança  atua nas áreas do conhecimento, cuja finalidade é educar instruir e distrair, através da afetividade, despertando a sensibilidade e amor à leitura.
Embora, ler seja um ato de liberdade, nota-se o baixo interesse de muitos alunos pelo mundo encantado das letras. Por isso, a escolha do tema Literatura Infantil e suas contribuições para o desenvolvimento do hábito da leitura na 1ª fase do 1º ciclo; respaldam-se na averiguação de como a professora desenvolve suas práticas pedagógicas, e a prioridade em incentivá-las a utilizar a leitura como fonte de prazer, aprendizado e experiência para intervir no conhecimento da criança e suas necessidades de melhorar sua prática no dia-a-dia.

2 EMBASAMENTO TEÓRICO

Atualmente, cresce no país a preocupação com a formação de leitores, e encontrou-se na literatura infantil um grande aliado nesse processo, pois esta auxilia no desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança.
De acordo com Souza (2009) em países como o Canadá e Estados Unidos, por exemplo, muitas escolas já aboliram definitivamente os livros didáticos e utilizam os de literatura para ensinar os mais diferentes conteúdos, mas principalmente utilizam os textos literários para ensinar alunos a ler.
Dessa forma, a autora deixa claro o potencial da literatura em auxiliar o desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança, podendo e devendo ser usadas nas escolas, não só com o intuito pedagógico, mas também na fomação de leitores.
Para Abromovich (2003) é importante que durante a formação da criança ela possa ouvir muitas histórias. Esse contato poderá desenvolver na criança o gosto pela leitura, cabe destacar ainda que, não existe um caminho único ou uma receita para se formar um leitor. O que existe são dicas para estimular esse processo até que  torne-se um hábito. Para isso acredita-se que  recorrer à literatura infantil, é essencial para que  de uma forma encantadora consiga mostrar aos alunos como pode ser bom e agradável o ato da leitura. Gregorin ressalta ainda:
Acredito que poderemos realmente levar muitas crianças a ampliar e educar seus olhares para a literatura, e para a arte, a se transformarem em leitores plurais, e consequentemente em cidadãos mais preparados para a vida em sociedade. (GREGORIN, 2009, p.137)
A autora afirma que confia no poder de transformar o individuo que a  literatura tem, e que através dela pode levar muitas crianças a adquirirem o hábito da leitura e tornarem-se cidadões mais preparados para a vida.
A escola está sendo entendida atualmente  como o grande espaço de iniciação à vida. Daí a preocupação com a literatura infantil para as novas gerações,pois nesse período também deve-se iniciar o processo de incentivo a leitura.  À medida que o espaço escolar vem sendo redescoberto também como o grande espaço de tendência das multilinguagens que se cruzam no panorama contemporâneo.
Segundo Coelho (2000) ao seguir o percurso histórico das histórias infantis, deparamo-nos com o fato de que, em suas origens elas surgiram destinadas ao público adulto, e com o passar do tempo,  transformou-se em literatura para os pequenos.
Dessa forma, a autora deixa transparecer que a literatura infantil nasceu da adaptação da literatura adulta, não contendo uma preocupação específica com as necessidades das crianças, surgiu  no meio papular com intenção de transmitir valores ou padrões a serem respeitados, mas vale lembrar que, atualmente não tem só esses objetivos, também é usada para proporcionar uma nova versão da realidade, diversão e lazer.
A literatura infantil é uma combinação histórica entre o locutor ou um escritor-adulto e um destinatário-criança que, por definição, ao longo do período considerado, não dispõe senão de modo parcial da experiência do real e das estruturas linguísticas, intelectuais, afetivas e outras que caracterizam a idade adulta. (COELHO, 2000, p.30)
A autora coloca que o livro infantil é entendido como uma mensagem do autor-adulto e um leitor-criança, onde o ato de ler se transforma em um ato de aprendizagem. E por expressar sentimentos humanos teve grande aceitação no meio social, e até hoje vem encantando e emocionando pessoas.
As histórias infantis só apareceram em registros históricos como “Literatura Infantil” a partir do século XVII, pois antes disso não existia a chamada infância, adultos e crianças eram tratados como iguais.
As obras literárias apresentam um significado educativo, ou seja, pedagógico e político, não são somente um meio de transmissão de valores. Precisam ser interessantes e de fácil entendimento para estimular a criança, contendo linguagem simples, apresentando um fato ou uma história de maneira clara. Para Parreiras
A literatura nos afeta, nos tira do lugar onde estávamos. E no caso da literatura infantil, essa propriedade se torna ainda mais relevante. A literatura não tem que ensinar nem dar lição de moral. Não tem que deixar clara a história ou os versos nem ser datada (livros para criança de 7 ou 9 anos), a literatura não é linear, nem objetiva, nem tem data de vencimento; ela vai além do plano racional, está mais próxima do plano dos afetos, da subjetividade. Aquilo que fala dos nossos sentimentos, sensação e sonhos. (PARREIRAS, 2009, p.24)
A literatura infantil  veio sendo desenhada com o passar do tempo, saiu de um plano inteiramente moralístico e atualmente é vista como se estivesse  inteiramente ligada aos sentimentos, sem conter um compromisso com o racional.
Baldi (2009, p.09) diz que “essa e como qualquer outra forma de arte, é capaz de nos tornar pesssoas melhores, não só intelectual, mas emocionalmente, porque desperta o que de melhor existe em nós”. Ela afirma que a literatura infantil é como uma forma de arte que está diretamente ligada aos sentimentos humanos e por isso tem a capaciadade de trasformar as pessoas.
Acredita-se que a infância é o melhor momento para iniciar o processo de estímulo à leitura, nesse período é importante motivar as crianças desde cedo a criar o hábito de ler por prazer. E utilizar como caminho a literatura infantil, é fundamental devido a  sua capacidade de envolver o leitor por inteiro, apelando para suas emoções e fantasias
Ao tomar contato com qualquer obra chamada de literatura infantil, antes de qualquer coisa, deve-se tomá-la como um texto portador de uma linguagem específica e cujo objeto é expressar experiências humanas e, em razão disso, não pode ser definida com exatidão. (GREGORIN, 2009, p.44)
Isso deixa claro que há uma profunda discórdia entre os teóricos no que diz respeito à conceituação da literatura infantil, sem intenção de fechar o assunto, pois por  expressar experiências humanas não pode ser  definido com exatidão. Uma das definições mais aceitas é o que coloca Coelho.
A literatura infantil é, antes de tudo, literatura; ou melhor, é arte: Fenômeno de criatividade que representa o mundo, o homem e a vida através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática, o imaginário e o real, os ideais e sua possível/impossível realização. (COELHO, 2000, p.27)
Essa afirmação coloca a literatura como a mais importante das artes, uma vez que a sua matéria é a palavra, é a expressão da arte e da alma do povo. A literatura infantil é considerada como arte por ter a capacidade de transformar a realidade de uma forma mágica e encantadora. E pode ser usada como um valioso recurso para o estimulo à leitura prazerosa.
A literatura infantil, utilizada de modo adequado, é um instrumento de suma importância na construção do conhecimento do educando. Ela faz com que ele desperte para o mundo da literatura não só como um ato de aprendizagem significativa, mas também como uma atividade prazerosa. Não se deve esquecer que a sala de aula é um espaço para a construção de bons leitores, que valorizem a leitura pelo simples prazer de viajar pelas histórias.
Dessa perpectiva a interpretação de uma obra literária faz-se no conhecimento do significado que cada linguagem busca dar às realidades mostradas, por meio da montagem e da remontagem, da construção de um significado aleatório, de cada texto, em sua natureza. (SOUZA, 2009, p.11)
Todos sabem que é muito importante saber ler para enfrentar as muitas situações que encontramos no dia-a-dia. Mas para que ler também obras de  literárias infantil? Afirma Brasil:
Só mesmo nas obras literária, nos romances, nos contos, nos poemas, que a imaginação, tanto a do autor como a do leitor acabam se completando. Um livro só ganha vida no momento em que alguém o apanha e abre suas páginas para descobrir o mundo que se esconde ali dentro. (BRASIL, 2006, p.13)
Com isso, só nas obras literárias pode-se encontrar a emoção capaz de prender a atenção do leitor. A literatura infantil faz o leitor experimentar sentimentos de alegria, dor, medo e paixão, tudo isso dentro das histórias.
Cagliari (2003) afirma que o hábito da leitura é a maior herança que a criança pode receber, é por meio da leitura que o ser humano obtém o conhecimento, então é necessário que a escola em sua prática pedagógica desenvolva ações voltadas para a prática da leitura. Pois a leitura amplia os conhecimentos do ser humano, estimula o desejo por outras leituras, exercita a imaginação e a fantasia, contribui para compreender como funciona a escrita. O processo da leitura não se dá num só período, ao contrário, é decorrente de um desenvolvimento por toda a vida.
Desenvolver o interesse e o hábito de leitura é um processo constante, que começa muito cedo e continua pela vida a fora. A capacidade de ler está intimamente ligada a motivação, e quando essa motivação não começa em casa cabe aos professores desempenhar esse importante papel, ensinar a criança a ler e a gostar de ler.
Se o professor acreditar que além de informar, instruir ou ensinar, os livros de literatura infantil podem dar prazer, então precisa encontrar meios de mostrar isso às crianças. E elas vão se interessando aos poucos e vão querer buscar nos livros esta alegria e prazer. Tudo está em ter a chance de conhecer a grande magia que os livros proporcionam.
Segundo Cagliari (2003) o desafio da escola é o de promover o hábito da leitura nos alunos, pois a leitura é fundamental para a sua formação, através da leitura o indivíduo adquire conhecimentos que lhe serão úteis no futuro e uma melhor visão da sociedade com capacidades reflexivas e resolução de problemas. Pessoas leitoras têm mais chances de realizarem-se pessoal e profissionalmente por saberem se posicionar diante de diversas situações. E é isso que a escola busca na literatura infantil, apoio para despertar nos educando o interesse pela leitura.
“A leitura é uma prática social que envolve atitudes, gestos e habilidades que são mobilizados pelo leitor, tanto no ato da leitura propriamente dito, como no que antecede a leitura e no que decorre dela”.(BATISTA, 2005, p.63)
Por isso é necessário que o professor crie situações em que os alunos possam participar de  atitudes que levem o aluno a gostar e interessar-se pela leitura.
Para a autora crianças que vivem no meio familiar, onde existem pessoas alfabetizadas e que utilizam a escrita e a leitura em suas tarefas diárias, compreende facilmente a funcionalidade da língua escrita.
O contato com um ambiente onde existem diversos materiais de leitura, tais como: livros, revistas e jornais, e o incentivo a utilização dos mesmos, despertará nas crianças o desejo de conhecer o mundo das letras. Portanto é necessário levar para a sala de aula, materiais diversificados, facilitando o aprendizado, principalmente no início da escolarização.
Ninguém se torna leitor fora de um contexto cultural no qual o livro e a leitura tenham uma importante presença; que não basta ensinar a reconhecer as letras para formar um leitor, mas que é necessário oferecer textos diferentes, para que o aprendiz caminhe na direção da interpretação pessoal que é muito mais que decodificar; que, para ler um texto, com um mínimo de fluência, são necessárias práticas permanentes de leitura de textos de qualidades. (CARVALHO e MENDONÇA, 2006, p. 160)
Dessa maneira para formar cidadãos capazes de compreender os diferentes gêneros textos é preciso que o trabalho com a leitura seja uma prática constante onde os alunos vivenciem diversas situações de leitura, como a roda de leitura, saco viajante e leitura compartilhada. Principalmente quando os alunos não têm contato com materiais de leitura de boa qualidade,  com adultos leitores, e quando não participam de práticas onde ler é imprescindível em suas casas. O professor deve oportunizar boas leituras e oferecer caminhos, criando situações que estimule o aluno a buscar os seus objetivos.
Segundo Solé (1998, p.116) “o processo de leitura deve garantir que o leitor compreenda os diversos gêneros textos que se propõe a ler. É um processo interno, porém deve ser ensinado”, porque aprender a ler não é uma atividade natural, para a qual a criança habilita-se sozinha. Assim o professor deve oportunizar várias situações de leitura onde a criança possa se interessar pelos livros, pois entre livros e leitores. O professor é o mediador mais importante e fundamental na jornada leitora de cada aluno. Um professor leitor pode ser um espelho para seus alunos.
Afirma Ferreiro (2010) que as crianças são fáceis de serem alfabetizadas desde que estejam inseridas em contextos significativos. Dessa forma a criança vai perceber que a escrita é algo interessante que deve ser aprendido.
Ao atribuir novos significados ao ler e escrever, a escola assume uma atitude educativa digna de professores que querem ser reconhecidos como produtores da cidadania, que favorecem, às jovens gerações, possibilidades efetivas de compreensão e transformação da sua realidade social e pessoal. (CARVALHO e MENDONÇA, 2006, p.164)
Nessa perspectiva, cabe ao professor o papel de desenvolver nos alunos o hábito da leitura a partir de uma aproximação significativa com os livros, com atividades interessantes, que desperte o interesse, a curiosidade e o prazer para a leitura. Assim, a sala de aula se torna um lugar de pensar, de reflexão compartilhada, de participação e diálogo, um ambiente de aprendizagem, onde gera muitas situações de leituras significativas. A utilização da literatura infantil em sala deve-se ao fator do texto ter uma linguagem de fácil acesso, emocionante e ser voltada ao publico infantil. A partir do momento que o professor utiliza o livro de literatura infantil em sala desperta a curiosidade das crianças e estimula- as a fazer o mesmo.
O trabalho da escola é mostrar para o aluno a importância que a leitura tem no seu dia a dia. Assim ensinar o aluno a ler é dar oportunidade ao acesso do código, por meio de textos significativos que foram construídos pelos falantes e escritores da língua portuguesa, para que possa ser capaz de ler e assim compreender qualquer texto escrito e apropriar-se de tudo que circula no meio em que vive.
A sociedade atual está exigindo cada vez mais que o indivíduo tenha conhecimentos e habilidades para que possa analisar e interpretar, todas as informações que circulam no meio que em vive. Assim o trabalho para a formação de leitores deve começar pelos professores, para que sintam gosto e prazer pela leitura para incentivar os alunos a serem leitores. O professor leitor terá mais condições de despertar, nos seus alunos, o interesse e o prazer pela leitura do que aquele que não lê ou prestigia muito pouco as aulas de leitura.
Além do estímulo que cabe ao professor oferecer, também o ambiente, e as condições de tranqüilidade e emocionais para que o aluno comente livremente o que leu transmitindo o seu parecer, suas emoções, o que representou para si a leitura feita. (ANTUNES, 2008, p.52)
É através da leitura com liberdade a criança passa a se expressar e formar suas próprias opiniões, por meio das trocas de experiências sentirá estimulado a compartilhar com os colegas o que compreendeu da leitura feita enriquecendo ainda mais o seu conhecimento. Mas para que isso aconteça será preciso que o ambiente da leitura seja tranqüilo, estas atividades devem ser planejadas, orientadas e estimuladas frequentemente.
Com isso a leitura deve ser estimulada por meio de materiais diversificados como: exposições de livros, encenações, contação de histórias exposição das criações dos alunos, entrevistas e etc. Levando em conta o universo de interesse do aluno e assim se tornar significativa e prazerosa.
A literatura infantil está desde seu início vinculado ao ato pedagógico, porém não deve deixar que isso “mate” sua ludicidade, devendo manter sempre o maravilhoso, que foi e continua sendo um dos elementos mais importante na literatura destinada à criança. Tornou-se indispensável aos professores das séries inicias devendo ser trabalhada diariamente.
O professor deve organizar o horário da leitura para transformá-lo em um momento agradável, sem imposição e cobranças muito rígidas. Mostrando que é algo que pode ser vivenciado de forma lúdica e encantadora com a utilização de livros de literatura, onde está presente um mundo de fantasias, que suscitam a imaginação da criança passando a viajar pelas histórias descobrindo outros mundos, outras realidades, culturas e gozando da emoção e prazer que uma boa leitura pode proporcionar.
O importante é mostrar que a literatura não é chata, é coisa viva que faz parte do dia-a-dia dos alunos. Deve ser um convite ao prazer do texto, para estimular um contato cada vez maior dos alunos com a literatura.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Área de Estudo

O estudo foi realizado na Escola Estadual Don Bosco, localizada no bairro Jardim Araras no município de Alta Floresta/MT. Através de entrevista com a Professora da 1º fase do 1º ciclo, Joélia dos Santos Bacco, com o propósito de identificar quais os métodos utilizados pela mesma para estimular o desenvolvimento do habito de leitura.

3.2 Metodologia

A pesquisa tem como perspectiva filosófica e científica o funcionalismo, em que a sociedade é formada por partes componentes, diferenciadas, inter-relacionadas e interdependentes, satisfazendo cada uma das funções essenciais da vida social, que procura explicar aspectos da sociedade em termos de funções realizadas por instituições, e suas consequências para a sociedade como um todo.
Utilizou-se o método dedutivo, do qual foram formuladas hipóteses, e pelo processo de inferência dedutiva testou-se a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.
A abordagem do problema da referida pesquisa se classifica como qualitativa, e descreve a complexidade de determinado problema e a interação de certas variáveis; compreender e classificar os processos dinâmicos vividos por grupos sociais; contribuir no processo de mudança de dado grupo e possibilitar, em maior nível de profundidade, o entendimento das particularidades do comportamento dos indivíduos.
O objetivo metodológico enquadra-se na pesquisa exploratória, que tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses, sendo a mesma elaborada através de uma avaliação significativa, em que foram estabelecidos critérios claros e um ponto de vista.

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A entrevista foi feita no dia 13 (treze) de Abril de 2012, na Escola Estadual Dom Bosco, com a professora da 1ª fase do 1º ciclo, Joelia dos Santos Bacco, com pouco mais de 30 anos, casada, pedagoga, com renda mensal de 2 (dois) salários mínimos.
A professora quando questionada, se utilizava a Literatura como agente auxiliador no processo de formação do desenvolvimento do hábito da leitura em seus alunos e em caso de sim, quais seriam suas práticas pedagógicas, foi categória em responder que sim, e suas práticas atualmente estavam em torno da Roda de Leitura, a Contação de Histórias e o Saco Viajante. Ainda questionada sobre sua opinião quanto a ajuda que a Literatura Infantil trás aos alunos, respondeu que desperta o interesse das crianças pela leitura. Respondeu ainda que as atividades que utiliza para despertar o interesse dos seus alunos são atividades voltadas para sua faixa etária.
E para finalizar, foi questionada se seus alunos tinham contato constate com livros de Literatura Infantil, respondeu que sim, que tem em sala de aula o Cantinho da Leitura e leva seus alunos à visitas frequentes na Biblioteca da Escola.
Para enriquecer a entrevista foi realizada algumas fotos com a turma da referente entrevistada, como pode-se observar:

Foto 01: O aluno mostrando o desenho feito após a leitura da história “João e Maria”.

Foto 02: Roda de leitura na sala da 1ºfase do 1ºciclo.


Fonte: Lemos, Keila. Entrevista. Alta Floresta/MT.2012

Fonte: Lemos, Keila. Entrevista. Alta Floresta/MT.2012

 

 

 

 

Foto 03: Aluno expondo aos demais colegas o seu desenho.

Foto 04: Roda de leitura em sala.


Fonte: Lemos, Keila. Entrevista. Alta Floresta/MT.2012

Fonte: Lemos, Keila. Entrevista. Alta Floresta/MT.2012

 

 

 

 

Foto 05: Roda de leitura em sala.

 


Fonte: Lemos, Keila. Entrevista. Alta Floresta/MT.2012

O texto Literário é essencialmente lúdico, mágico, artístico e questionador. Com certeza a leitura mais rica e gratificante ao leitor, contudo observa-se o baixo interesse de muitos alunos pela literatura. Assim quais são os fatores que contribuem para despertar o hábito de leitura, dos alunos nos anos iniciais?
Com isso a pesquisa foi embasada no seguinte tema: Literatura Infantil: sua contribuição para o desenvolvimento do hábito da leitura, nos alunos da 1ª fase do 1º ciclo da Escola Estadual Dom Bosco de Alta Floresta-MT, no ano de 2012; com a finalidade de conhecer quais são os fatores que contribuem para despertar o hábito de leitura, dos alunos nos anos iniciais; vendo que, tal literatura, disperta curiosidade para o mundo encatado, destacando o poder de facinação que ela pode proporcionar aos alunos.
De acordo com a interpretação dos dados por meio da entrevista, conforme a hipótese “a” que dizia: “as práticas pedagógicas com o uso da Literatura Infantil despertam o interesse dos alunos pela leitura”.
Foi confirmada através das questões 08, 09 e 11, onde a professora entrevistada1 é de que “a Literatura Infantil ajuda para despertar o interesse da criança pela literatura, porque as atividades elaboradas por ela estão de acordo com a faixa etária de seus alunos; pois a literatura infantil é um gênero textual escrito diretamente para as crianças com uma linguagem simples de fácil entendimento buscando despertar o imaginário de cada criança”.

1 Informação verbal obtida em entrevista realizada com a Professora Joelia soa Santos Bacco no dia 13 de abril de 2012.

Observa-se que a infância é a melhor fase para dar inicio ao processo de leitura, incentivando o hábito da leitura por prazer, e devido a sua habilidade de envolver a criança, a literatura torna-se o melhor caminho para chegar às emoções e fantasias de cada criança, pois,
A literatura, em especial na infântil, tem uma tarefa fundamental a se cumprir nesta sociedade em transformação: a de servir como agente de formação, seja no espontâneo convívio leitor/livro, seja no diálago leitor/texto estimulado pela escola. (COELHO, 2000, p.29)
A Literatura Infantil tem que ser de fácil acesso e entendimento, fazer com que a criança tenha interesse em terminar a história, e continue buscando na literatura sua fonte de fantasias, assim ele estará adquirindo cada vez mais conhecimento.
Pois, se estiver de forma com que a criança não entenda, ela perderá o entusiasmo pela leitura, não entenderá o que a história quer dizer, assim não receberá a literatura como uma forma prazerosa e sim como obrigação, que é exatamente o que acontece com algumas crianças.
A hipótese “b” dizia: “as práticas pedagógicas utilizadas pelos professores da 1° fase do 1° ciclo, para incentivar o hábito de leitura são: Roda de leitura e/ou saco viajante”. Foi confirmada através das questões 06 e 07, onde a professora2 afirmou que “utiliza a Literatura Infantil em sala de aula como agente auxiliador no processo de formação do desenvolvimento do hábito da leitura com seus alunos através das práticas pedagógicas de roda de leitura, contação de histórias e saco viajente”. Segundo Cagliari (2003, p.148),
A atividade fundamental desenvolvida pela escola para a formação dos alunos é a leitura. É muito mais importante saber ler do que saber escrever. O melhor que a escola pode oferecer deve estar voltado para a leitura. Se um aluno não sair bem nas outras atividades, mas for um bom leitor penso que a escola cumpriu em grande parte sua tarefa. Se, porém outro aluno tiver notas excelentes em tudo, mas não se tornar um bom leitor, sua formação será profundamente defeituosa e ele terá menos chances no futuro do que aquele que apesar das reprovações, se tornou um bom leitor.
O autor coloca que, se um aluno não conseguir adquirir as outras competências a ele imposta na escola, mas se desenvolver como um bom leitor, a escola já cumpriu grande parte de seu trabalho, porque não basta um aluno tirar boas notas em tudo e não ser um bom leitor; pois, aquele que se desenvolveu como um bom leitor terá mais chances perante a sociedade, enfim, de se colocar bem perante ela. Souza expõe que:
Ter, apenas acesso aos livros ou tempo para ler não basta, nem simplesmente deixar ler, para que o interesse pela literatura ocorra, é preciso apresentar os livros aos leitores em formação. Para tanto se faz necessário investir na mediação de leitura. (SOUZA, 2009, p.11)

2 Idem 1.

Assim, as escolhas precisam realmente se utilizar de práticas pedagógicas como essas, as rodas de leitura, contações de histórias e o saco viajante; isso proporcionará ao aluno ter o contato e o interesse pela leitura, mediada pelo seu professor, assim ele é assistido de forma adequada em suas leituras.
Na hipótese “c” diz: “crianças que tem contato com livros desde cedo adquirem o hábito de leitura”. Foi confirmada através das questões 10, 11 e 13, onde a professora3 afirma que seus alunos têm contato constante com livros de literatura infatil, pois tem o cantinho da leitura na sala de aula e que leva seus alunos com frequencia na biblioteca da escola, pois ela dispõe de um acervo literário amplo, contem livros que vão da literatura clássica à comtemporânia, em uma quantidade que supre a necessidade dos alunos, os possibilitado escolher o que desejam, assim prendem sua atenção e se encantam com o mundo imaginário dos livros.
Segundo Ferreiro (2010) de todas as faixas etárias as crianças são as mais fáceis de serem alfabetizadas, porque tem mais tempo para dedicar-se ao processo da alfabetização. O autor também coloca que
Em classes de alfabetização deve haver “canto ou área de leitura” onde se encontrem não só livros bem editados e bem ilustrados, como qualquer tipo de material que contenha escrita (jornais, revistas, dicionários, medicamentos etc.). Quanto mais variado esse material, mais adequado para realizar diversas atividades de exploração, classificação, busca de semelhanças ou diferenças e para que o professor, ao lê-los em voz alta, dê informações sobre “o que se pode esperar de um texto” em função da categorização do objeto que o veicula. (FERREIRO, 2010, p.34)
Sendo assim, a variedade de materiais é muito importante, pois contribuirá para a criança apropriar-se da leitura e da escrita. Isso é possível com:
Acervo variado, com livros, revistas, jornais, gibis. Acervo de organização e tamanho conforme os recursos de cada escola. Grandes ou pequenas, canto de leitura ou caixa de livros, ambiente próprio ou adaptado, de uso coletivo da escola ou de uma só classe... Tudo depende das condições da cada instituição, mas o que for possível... ainda que sejam simples recortes de revistas, jornais ou livros reaproveitados. (STEFANI, 1997, p.27)
Para isso:
As escolas precisam ter uma biblioteca com livros de consulta e com livros de livre circulação. [...] a biblioteca de uma escola tem que ser o mais dinâmica possível, pois é de fato um complemento necessário, indispensável à formação dos alunos, tanto quanto as aulas e os professores. (CAGLIARI, 2003, p.177)
Assim, a biblioteca deve ser um local de livre acesso e propiciar ao aluno o contato com diversos livros e materiais para a leitura, pois é indispensável para o ensino aprendizagem o contato com esses recursos, sendo a biblioteca tão importante quanto à aula e os professores.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

3 Idem 2.

 



O acesso à biblioteca possibilitará aos alunos ampliar seu conhecimento, ter oportunidade de escolha, ler o que realmente lhe agrada e assim estabelecer o hábito da leitura.
A leitura muitas vezes é vista nas escolas como mero processo de decodificação de signos que deve ser executado por parte dos alunos sem grandes estímulos, ou seja, apenas um ato mecânico.
Este trabalho buscou desestabilizar essa afirmação, mostrando que a leitura não é apenas um ato mecânico, deve-se ter um longo processo de incentivo para que a pessoa desenvolva o habito de ler e assim tornar-se um leitor fluente, um leitor que lê por que gosta, sente prazer ao ler.
O trabalho mostrou que esse processo de estímulo ao hábito de leitura pode ser feito de uma forma bem prazerosa, com o uso da literatura infantil. Uma literatura capaz de mexer com os sentimentos das pessoas, pois traz em seu conteúdo experiências humanas, e é desenvolvida especialmente ao público infantil.
É algo que encanta, cativa, contagia e emociona, nos faz sentir um leve arrepio com a energia que transmite e aguça a curiosidade e o desejo de saber o fim da história. Envolve a pessoa, fazendo-a mergulhar na história, viver a vida do personagem, chorar, sofrer, sorrir, com ele, como ele.
O trabalho ainda deixa claro que o habito de leitura é algo que deve ser estimulado na infância, pois é na infância que se constrói os alicerces para a vida adulta. Deve-se usar e abusar da curiosidade e disposição das crianças, para apresentar a elas a leitura, o mundo encantado das letras, os vários mundos, as varias culturas que se escondem nas paginas de um livro. Desafiá-las a mergulhar na literatura, e perceber que alem de ensinar e instruir é algo que pode dar prazer.
Este trabalho oportunizou-nos refletir sobre minha prática educativa e consolidar a ideia de manter a leitura como algo primordial nas aulas.
Abordamos esse tema pela curiosidade de conhecer um pouco mais sobre o hábito de leitura e a Literatura Infantil, buscamos relatar na pesquisa como a emoção e a energia encantadora da literatura pode envolver uma pessoa levando-a a adquirir um hábito que é essencial a vida, e que só as pessoas que passaram por um longo processo de incentivo e motivação desenvolvem-no, e conseguem  ao longo da vida degustar do prazer de um bom livro.

 

CHILDREN'S LITERATURE: ITS CONTRIBUTION TO THE DEVELOPMENT OF THE HABIT OF READING

ABSTRACT

Reading is something essential to human existence, is the way that people find to interact in the social environment in which they live, and also get in touch with past and future generations. But for people not just reading, it takes the emotion, and we can find it in literature, since it has the ability to stir human feelings, promote the formation of a more capable individual. It makes sense meanings, is enables the reader to extract multiple meanings. Silva (1986) states that children's literature has characteristics that classify it as informational reading, and literary knowledge. This study was conducted in the State School Don Bosco, and aimed to discover whether children's literature has been used by the teacher to stimulate the reading habit in students; coupled with the fact that as children's literature can be a great partner in process of educating readers, stimulating the imagination and fantasy, essential functions to form the habit of reading

Key-words: Children’s literature. Habit. Reading.

REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: Gostosuras e bobices. 5 Ed. São Paulo: Scipione, 1997.

ANTUNES, Walda de Andrade. Lendo e formando leitores: orientações para o trabalho com a literatura infantil. Circuito Campeão. vol 1. São Paulo: global, 2008.

BALDI, Elizabeth. Leitura nas séries iniciais: uma proposta para formação de leitores de literatura. Porto Alegre: Editora Projeto, 2009.

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TEBEROSKY, Ana. Psicopedagogia da linguagem escrita. 9 Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2001.

APÊNDICE - A – Carta de Apresentação
Prezado (a)  Professora (a)

Esta pesquisa tem como finalidade conhecer um pouco mais sobre a contribuição da literatura infantil no desenvolvimento do habito de leitura.  As informações resultantes desse estudo serão utilizadas para um trabalho de finalização do Curso de Especialização de Docência Faculdade de Alta Floresta (FAF). Será garantida a você confidencialidade, privacidade e proteção à imagem. Não é necessário se identificar.

APÊNDICE B – entrevista

1) Qual seu sexo ?
(  ) masculino
(x) feminino

2 ) Qual sua idade?
( ) 20 ao  30 anos
(x) 30  ao 40 anos
( ) 40 ao 50 anos
( ) outros. Qual ?______________

3)Qual sua área de formação ?
Pedagogia

4) Estado civil ?
Casada

5) Renda mensal ?
( ) um salário.
(x) dois salários.
( ) Três salários.
( ) outros. Qual ?____________

6) você utiliza a Literatura Infantil em sala como agente auxiliador no processo de formação  do desenvolvimento do hábito de leitura em seus alunos?
(x) sim
( ) não

7) Em casos de resposta sim, quais  praticas  pedagógicas você utiliza em sala para trabalhar literatura infantil ?
Roda de leitura, contação de história e saco viajante.

8) Em sua opinião trabalhar com literatura infantil ajuda à ... ...
Despertar o interesse da criança pela leitura.

9) As  atividades  que você  organiza despertam o interesse dos alunos?
Sim, pois são atividades voltadas para sua faixa   etária.

10) Seus alunos tem contato constante com livros de literatura infantil?
Sim, a sala possui cantinho da leitura  e fazemos visitas a biblioteca da escola.

11) Para você o que é  Literatura Infantil ?
A literatura infantil é um gênero textual escrito diretamente para as crianças com uma linguagem simples e de fácil entendimento, busca despertar o imaginário da criança.

12) A escola em que você trabalha tem sua própria biblioteca ?
(x) sim
(  ) não

13) Em caso de sim, essa biblioteca possui um bom  acervo de literatura infantil?
Sim, a escola possui um acervo literário bem amplo, contem livros da literatura clássica e contemporânea em uma quantidade que supre a necessidade dos alunos, possibilitando a eles escolher o que desejam ler. Possui livros que chamam a atenção e encantam os alunos.  
_________________________                                       ________________________
Profº Joelia dos Santos Bacco                                              Andressa Callegari  Silva       RG: 968.577 ssp/MT                                                           RG: 19.132.851-9 ssp/ MT

____________________________
Keila de Fátima Lemos
RG: 10.128.706-8 ssp/ PR


Egressa do Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta.

Egressa do Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta.

Egressa do Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta.

Docente do Curso de Letras da Faculdade de Alta Floresta.

Docente di Curso de Pedagogia da Faculdade de Alta Floresta.

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ISSN: 2238-5479